Articulista

Nesta data, em 1944, um pequeno grupo de militares espíritas achava-se reunido e conversavam sobre o recente restabelecimento da Capelania militar,extinta quando da proclamação da República, ante iminência de nosso envolvimento com a segunda guerra mundial. Foi lembrada então a necessidade de se oferecer aos militares que professassem o Espiritismo a oportunidade e as condições para a prática de sua crença com a criação de uma entidade voltada para esse objetivo. À adesão a essa proposta foi unânime e em reunião posterior desses companheiros – em Fev/45 – foi decidida a criação da Cruzada, considerando o dia da primeira reunião em 10/Dez/1944 como a data de sua fundação de vez que assinalava a chegada da ideia ao plano material. Depois o trabalho… 77 anos de idealismo e ação constante na busca desse nobre objetivo. Nosso agradecimento a Jesus, Mestre inconfundível de nossas vidas e a Maurício, seu discípulo fiel e orientador de nosso trabalho. Paz e reflexão.

por José Lucas de Silva Cruzado 6294

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Sentimento de cumprimento do dever confere segurança e alegria ao ser humano

Buscai primeiramente o Reino de Deus e a sua justiça, que todas essas coisas vos serão dadas de acréscimo. (Mateus, 6:33)

            O texto evangélico é sempre precioso manancial para reflexão.

            No versículo acima, o convite “Buscai primeiramente o Reino de Deus e a sua justiça” merece reflexão. Não se apregoa uma vida mística, ascética, mas a sabedoria em traduzir-se as premissas evangélicas para os casos práticos da vida comum. Entendermos nosso dever no mundo perante Deus e os nossos semelhantes. Esse sentimento de dever, compreendido e aceito, confere ao ser humano segurança e rumo. Norteia-nos os passos e permite felicidade ao longo do caminho.

            É oportuna aqui a reflexão de Sêneca, filósofo romano, de que “Não há vento favorável a quem não sabe aonde deseja ir”.

            Vemos, em aglomerações populares, inúmeras pessoas a buscar significado e satisfação em coisas que nunca os poderiam oferecer. Poses simulando importância pessoal, vestes extravagantes, posse de objetos sofisticados; ruidosa música, como a buscar ensurdecer o indivíduo ante a voz da própria consciência. Tudo isso a refletir insegurança e desorientação.

            A segurança do ser humano vem do sentimento de cumprimento do próprio dever.

            Alcione, protagonista do romance Renúncia, de Emmanuel, discorre com rara beleza: “Aprendi cruelmente que não pode haver paz fora do dever cumprido; que não há alegria sem aprovação da consciência tranquila.”

            O ser humano desfruta de crescente liberdade para fazer escolhas. Mas como saber se estamos no rumo certo?

            O rumo certo é aquele que nos dita a consciência à luz do Evangelho.

            O Evangelho não é uma cartilha distante para horas de meditação. É manual de conduta vivo, impressionantemente completo e que nos permite a todos identificar o feliz caminho da consciência tranquila pelo dever cumprido.

            Não nos recomenda a indiferença que degrada, nem o rigor que excede. Recomenda-nos o Reino de Deus e a sua justiça. O reto proceder. O interesse sincero por aqueles que a vida nos confiou para convívio e aprendizado conjunto.

            Se temos autoridade, utilizemo-la para educar e soerguer.

            Acompanhamos, certa feita, o caso de um tenente que precisou advertir um soldado em razão de seguidas transgressões de preceitos regulamentares. Como não se tratasse de transgressão grave, antes de punir o subordinado com a privação da liberdade, buscou o oficial admoestá-lo; tocar-lhe os brios. Usou palavras firmes, lembrou-lhe do dever de honrar o nome de seus pais…

            Foi quando o oficial escutou uma resposta que jamais esperaria.

            – Pai… mãe… Nunca tive. Fui criado na FEBEM.

            O tenente olhou fundo nos olhos do subordinado e disse-lhe:

            – Se você não teve quem lhe deixasse esse legado, deixe você a seus filhos no futuro um nome do qual possam orgulhar-se. Honre o seu próprio nome.

            Desta vez, foi o soldado que olhou firme e respondeu:

            – Tenente, o senhor nunca mais terá que me chamar à atenção.

            O soldado mudou seu proceder. Tornou-se mais alegre e benquisto, cumprindo melhor seus deveres.

            O mesmo princípio se aplica à nossa vida familiar. Temos que educar nossos filhos para que compreendam seu dever e encontrem a felicidade na sua realização, mesmo que a sanção seja necessária, como contextualiza Casimiro Cunha em belos versos:

            “Castiga amando o teu filho

            Em teu carinho profundo.

            Prefere o teu próprio ensino

            Às tristes lições do mundo.”

            (Livro Mãe, Texto Carta às Mães, Casimiro Cunha)

            Amar não é poupar; é conduzir ao cumprimento do dever, à felicidade de consciência.

            Os livros espíritas relatam casos de mães que pedem pela chance de retornar e poder reeducar os filhos que deseducaram em vidas pregressas por excesso de leniência.

            Amar é educar, transmitir valores.

            Em 1987, numa palestra sobre Ética, proferida na Academia Militar das Agulhas Negras, o então Tenente-coronel Newton Bonumá dos Santos, dileto amigo, já desencarnado, fez a pergunta a seguir:

            – Em minha vida militar sempre ouvi a recomendação de transmitir-se valores aos jovens. É realmente possível passar valores a quem não os tenha? Pode-se transmitir uma virtude a quem não a possua?

            O eminente conferencista, Doutor em Filosofia e convidado de honra em inúmeros congressos pelo mundo, um senhor de cabelos brancos, sorriu como quem ouve a melhor pergunta do debate e respondeu:

            – Sim, meu amigo. Tendo esses valores dentro de nós. Mas não basta ter um pouco. Deve-se tê-los em tão grande quantidade, em tamanha profusão, que transbordem de nós. Quando transbordarem, serão transmissíveis.

            Nosso Chico transbordava valores e, mesmo assim, não era poupado por Emmanuel.

            Estando, em determinada ocasião, com hemorragia no olho esquerdo, que apresentou problemas praticamente por toda a sua existência na Terra, ficou de cama quatro dias. Emmanuel o visitou e energicamente assim se expressou: “Que é isso, vamos trabalhar! Ter dois olhos é luxo; você tem o outro em boas condições.” Levantou-se depressa o Chico e seguiu o conselho do seu Mentor. (“Entender Conversando”, Editora IDE, 1ª ed., página 141)

            Busquemos primeiramente o Reino de Deus e a sua justiça, e não nos faltarão forças e paz de espírito para que nossa vida seja feliz.

            Não que seja fácil. Não será fácil. Será possível!

            Como nos ensina o apóstolo Paulo em Filipenses 4:

            “Tudo posso naquele que me fortalece.

—x—

por José Fernando Iasbech

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FORÇAS ARMADAS, PARA QUÊ?

Si vis pacem, para bellum”

Os exércitos são mais antigos do que os conceitos de país e de estado. Na história da evolução humana, os conflitos, as conquistas e a defesa de territórios marcaram no tempo a necessidade da existência de forças com armas, quer na composição da ordem interna das sociedades, quer nas relações entre os agrupamentos humanos.

É fácil perceber que tanto a família como o estado nacional constituem degraus de evolução em que a humanidade avança. A primeira, bem antiga, diz respeito à célula social que, em reunião, integra a nação. O segundo, instituído em tempo recente como ordem mundial vigente, congrega os nacionais, com o objetivo de conquistar o bem comum em favor de todos.

No contexto interno, o estado pode ser entendido por um contrato firmado entre os indivíduos que cedem parte do seu direito em favor de um “ser maior”(o estado), que passa a ter a primazia do uso da força para resolver os conflitos da atrição social, com vistas à preservação do bem-estar comum.

No contexto externo, diante do choque conflitivo entre o natural crescimento do poder nacional de diferentes atores nacionais, o estado justifica a necessidade de contar com forças para defender seus objetivos fundamentais aos quais culminam com a conquista do referido bem comum para sua sociedade.

Portanto, seja para ser utilizado como instrumento da defesa da pátria nas relações internacionais, seja para manter a necessária ordem interna, o estado não se arvora em possuir e manter forças preparadas para tal mister, como são as forças armadas e mesmo as forças auxiliares. É assim que caminha o nosso mundo, no dizer antigo: “se queres a paz, prepara-te para a guerra”.

Em missão coadjuvante, as forças armadas e auxiliares podem ser utilizadas na manutenção e preservação da paz, em diferentes locais do Globo, a convite das Nações Unidas. Também podem ser convocadas para atuar nas chamadas atividades subsidiárias, como socorro a calamidades públicas, casos de enchentes, incêndios em florestas, pandemias, acidentes aéreos e de navegação no mar, e muitos outros.

No caso do Estado Brasileiro, país com imenso espaço físico e marítimo e diversidades de riquezas naturais, essas forças necessitam fazer uso da presença em todo o território nacional, para não haver vazio de poder, e uso da dissuasão, para desencorajar qualquer iniciativa que venha desconstruir a ordem estabelecida.

Por outro lado, o papel das forças armadas têm relevante significado para o desenvolvimento do Brasil, com contribuições em todas as expressões do poder nacional. Desde a contribuição social pelo serviço militar obrigatório, passando pelo impulso dado em setores de infraestrutura econômica e tecnológica, como na manutenção da democracia, um dos objetivos fundamentais eleitos ao longo da história brasileira.

Assim, não há dúvidas em responder a pergunta: “Forças Armadas, para quê?”.

Por fim, após a passagem do século XX, com duas grandes hecatombes mundiais, seguidas por longo conflito polarizado, também de alcance mundial, o despertar do III milênio vem valorizar e inspirar a utilização das forças armadas com o emprego da “mão amiga” em ações que elevem a dignidade humana, como as ações subsidiárias e a ajuda humanitária, bastante presentes em nossa época, para dar, enfim, testemunho e consagrar o sentimento humano pelo próximo.

por José Lucas de Silva Cruzado 6294

O CANHÃO E O ARADO

Luiz Emílio Leo *

Por estranhos caprichos se encontraram,
Em um velho galpão abandonado,
A terrível garganta de um canhão
E a afiada navalha de um arado.

De repente uma voz rompe o silêncio,
Fazendo estremecer todo o galpão.
Voz cavernosa, tétrica, sóbria;
Vinha da negra face do canhão.

“Diz-me, pedaço insignificante,
De ferro inútil por mal empregado: que
Fizeste no mundo, de que serves, qual o
Valor do que se chama arado.

Podes falar-me sem constrangimento
Diante de minha superioridade,
Quero também saber a tua história e o
Que fizeste pela humanidade”.

E a afiada lâmina do arado lançou a
Sua voz na escuridão; Falou com
Calma e com serenidade: “Ouve terrível,
Rábido canhão.

Julga-te superior e me desprezas.
Triste poder da força que assassina!
Há entre nós só uma diferença: Eu
Sou a construção tu és a ruína.

Porque blasonas superioridade, se tens
do sangue e do ódio a atroz missão?
Tu revolves a terra para morte,
Eu a terra revolvo para o pão”.

Sou o bem, tu és o mal. Paz e guerra!
Matas milhões para um herói criar;
Sacrifico a um só, lavrando a terra,
Para milhões com trigo alimentar.

* Prof Dr Luiz Emílio Leo foi lente em Português e Literatura no Colégio Lemos Júnior na cidade de Rio Grande – RS. Publicou o livro de poesias “Força e Beleza”, em 1943. O Canhão e o Arado é u ma das poesias do capítulo “A Biblioteca e o Arsenal”

por José Lucas de Silva Cruzado 6294

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Lei de Reprodução

Qual é o entendimento do Espiritismo para definir em que momento começa a vida?

Na questão 344, de O Livro dos Espíritos, a resposta é bastante clara: “A união começa na concepção (…) Desde o momento da concepção, o Espírito designado para habitar tal corpo a ele se liga por um laço fluídico que vai se apertando cada vez mais, até que a criança nasça (…)”

Seguimos destacando as principais ideias das perguntas e respostas que formam a “Parte Terceira”, do Livro dos Espíritos, intitulada “Das leis morais”.

Nos posts anteriores destacamos as Leis de Adoração e do Trabalho.

Vamos à Lei da Reprodução:

– “Sem a reprodução o mundo corporal pereceria.”

– “O homem, que apenas vê um canto do quadro da Natureza, não pode julgar da harmonia do conjunto.”

– “A origem das raças se perde na noite dos tempos. Mas, como pertencem todas à grande família humana, qualquer que tenha sido o tronco de cada uma, elas puderam aliar-se entre si e produzir tipos novos.”

– “Agora, dá-se o contrário: o homem faz mais pela inteligência do que pela força do corpo.”

– “Sendo a perfeição a meta para que tende a Natureza, favorecer essa perfeição é corresponder às vistas de Deus.”

– “Todo sacrifício pessoal é meritório, quando feito para o bem. Quanto maior o sacrifício, tanto maior o mérito.”

– “Todo sacrifício pessoal com vistas ao bem, sem qualquer ideia egoísta, eleva o homem acima da sua condição material.”

– “A ação inteligente do homem é um contrapeso que Deus dispôs para restabelecer o equilíbrio entre as forças da Natureza, e é ainda isso o que o distingue dos animais, porque ele obra com conhecimento de causa.”

No próximo artigo vamos conhecer um pouco mais sobre a “Lei de Conservação”.

Por Moacir Wilson De Sá Ferreira

Veja o artigo anterior – Lei do Trabalho

Veja o próximo artigo – Lei da Conservação

O MILITAR E A FÉ

   “Eu vos digo que nem mesmo em Israel achei uma fé tão grande”. Jesus

   O encontro de Jesus com o centurião romano em Cafarnaum, cidade situada na margem norte do Mar da Galileia, confirma a certeza de que é possível conciliar a profissão militar e a Fé.

   Militar é o indivíduo pertencente a alguma organização das Forças Armadas (Exército, Marinha e Aeronáutica) como também às organizações militares das Polícias Militares e dos Corpos de Bombeiros Militares (Forças Auxiliares).

   O General Octávio Costa nos apresenta uma visão de carreira militar:

   – “A carreira militar não é uma atividade inespecífica e descartável, um simples emprego, uma ocupação, mas um ofício absorvente e exclusivista, que nos condiciona e autolimita até o fim. Ela não nos exige as horas de trabalho da lei, mas todas as horas da vida, nos impondo também nossos destinos.”

   Eis uma profissão de sacrifícios e de dedicação exclusiva, que não pode prescindir da Fé.

   E como definir a Fé?

   O Evangelho Segundo o Espiritismo, no Capítulo 19, item 3, elucida que a Fé “é uma convicção firme e inabalável de que algo é verdadeiro, mesmo sem nenhuma prova ou confirmação.”

   A Cruzada dos Militares Espíritas (CME) tem como missão atuar no âmbito das Forças Armadas e das Forças Auxiliares, procurando congregar, sob sua bandeira, os militares que professam o Espiritismo, conforme definido na Codificação Kardequiana, e que vivem dispersos por todo o País.

   Nesse sentido, a CME contribui para o fortalecimento da Fé dos militares nos preceitos evangélicos, evidenciando, mediante a sua atuação, a plena compatibilidade desses preceitos com o exercício da profissão militar.

   A Fé, portanto, é fator de suma importância para a realização pessoal e profissional do militar e não conflita, de forma alguma, com os deveres e obrigações que a profissão lhe impõe.

   Cel Cav R1 Moacir Wilson de Sá Ferreira

Por Moacir Wilson De Sá Ferreira

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Lei de Liberdade

“Haverá no mundo posições em que o homem possa jactar-se de gozar de absoluta liberdade?

Não, porque todos precisais uns dos outros, assim os pequenos como os grandes.”

(O Livro dos Espíritos, questão 825)

Seguimos destacando as principais ideias das perguntas e respostas que formam a “Parte Terceira”, de o Livro dos Espíritos, intitulada “Das leis morais”.

Nos posts anteriores destacamos as Leis de Adoração, do Trabalho, da Reprodução, de Conservação, de Destruição, de Sociedade, de Progresso e de Igualdade.

Vamos à Lei de Liberdade:

– “Desde que juntos estejam dois homens, há entre eles direitos recíprocos que lhes cumpre respeitar; não mais, portanto, qualquer deles goza de liberdade absoluta.”

– “Quanto mais inteligência tem o homem para compreender um princípio, tanto menos escusável é de o não aplicar a si mesmo.”

– “É contrária à lei de Deus toda sujeição absoluta de um homem a outro homem.”

– “No pensamento goza o homem de ilimitada liberdade, pois que não admite barreiras. Pode-lhe deter o ímpeto, porém, não aniquilá-lo.”

– “A consciência é um pensamento íntimo, que pertence ao homem, como todos os outros pensamentos.”

– “Assim como os homens, pelas suas leis, regulam as relações de homem para homem, Deus, pelas leis da Natureza, regula as relações entre Ele e o homem.”

– “A liberdade de consciência é um dos caracteres da verdadeira civilização e do progresso.”

– “Podem reprimir-se os atos, mas a crença íntima é inacessível.”

– “Toda doutrina que tiver por efeito semear a desunião e estabelecer uma linha de separação entre os filhos de Deus não pode deixar de ser falsa e perniciosa.”

– “Pois que tem a liberdade de pensar, tem igualmente a de obrar. Sem o livre-arbítrio, o homem seria máquina.”

No próximo artigo vamos conhecer um pouco mais sobre a “Lei de justiça, de amor e de caridade”.

Por Moacir Wilson De Sá Ferreira

Veja o artigo anterior – Lei da Igualdade

Veja o próximo artigo – Lei de justiça, de amor e de caridade

Lei de Progresso

“Qual o maior obstáculo ao progresso?

O orgulho e o egoísmo. Refiro-me ao progresso moral, porquanto o intelectual se efetua sempre.”

(O Livro dos Espíritos, questão 785)

Seguimos destacando as principais ideias das perguntas e respostas que formam a “Parte Terceira”, de o Livro dos Espíritos, intitulada “Das leis morais”.

Nos posts anteriores destacamos as Leis de Adoração, do Trabalho, da Reprodução, de Conservação, de Destruição e de Sociedade.

Vamos à Lei de Progresso:

– “O estado de natureza é a infância da Humanidade e o ponto de partida do seu desenvolvimento intelectual e moral.”

– “A lei natural, ao contrário, rege a Humanidade inteira e o homem se melhora à medida que melhor a compreende e pratica.”

– “O desenvolvimento do livre-arbítrio acompanha o da inteligência e aumenta a responsabilidade dos atos.”

– “O progresso completo constitui o objetivo.”

– “O moral e a inteligência são duas forças que só com o tempo chegam a equilibrar-se.”

– “Sendo o progresso uma condição da natureza humana, não está no poder do homem opor-lhe. É uma força viva, cuja ação pode ser retardada, porém não anulada, por leis humanas más.”

– “O homem não pode conservar-se indefinidamente na ignorância, porque tem de atingir a finalidade que a Providência lhe assinou.”

– “O homem tem que progredir incessantemente e não pode volver ao estado de infância. Se progride, é porque Deus assim o quer. Pensar que possa retrogradar à sua primitiva condição seria negar a lei do progresso.”

No próximo artigo vamos conhecer um pouco mais sobre a “Lei de Igualdade”.

Por Moacir Wilson De Sá Ferreira

Veja o artigo anterior – Lei da Sociedade

Veja o próximo artigo – Lei da Igualdade

Lei de Sociedade

“Qual seria, para a sociedade, o resultado do relaxamento dos laços de família? Uma recrudescência do egoísmo.”

(O Livro dos Espíritos, questão 775)

Seguimos destacando as principais ideias das perguntas e respostas que formam a “Parte Terceira”, de o Livro dos Espíritos, intitulada “Das leis morais”.

Nos posts anteriores destacamos as Leis de Adoração, do Trabalho, da Reprodução, de Conservação e de Destruição.

“O ser humano é um ser gregário. A falta de atributos físicos naturais forçou o homem a se juntar aos seus pares a fim de sobreviver. O que, em um primeiro momento, era uma necessidade, com o tempo se tornou uma habilidade e o homem aprendeu a ser mais eficiente trabalhando em equipe.”

Vamos à Lei de Sociedade:

– “Certamente. Deus fez o homem para viver em sociedade. Não lhe deu inutilmente a palavra e todas as outras faculdades necessárias à vida de relação.”

– “Homem nenhum possui faculdades completas. Mediante a união social é que elas umas às outras se completam, para lhe assegurarem o bem-estar e o progresso.”

– “Deus condena o abuso e não o uso das faculdades que lhe outorgou.”

– “Os animais vivem vida material e não vida moral.”

– “Os laços sociais são necessários ao progresso e os de família mais apertados tornam os primeiros.”

No próximo artigo vamos conhecer um pouco mais sobre a “Lei de Progresso”.

Por Moacir Wilson De Sá Ferreira

Veja o artigo anterior – Lei da Destruição

Veja o próximo artigo – Lei de Progresso

Lei de Conservação

Por Moacir Wilson De Sá Ferreira

“É lei da Natureza o instinto de conservação?

Sem dúvida. Todos os seres vivos o possuem, qualquer que seja o grau de sua inteligência. Nuns, é puramente maquinal, raciocinado em outros.”

(O Livro dos Espíritos, questão 702)

Seguimos destacando as principais ideias das perguntas e respostas que formam a “Parte Terceira”, de o Livro dos Espíritos, intitulada “Das leis morais”.

Nos posts anteriores destacamos as Leis de Adoração, do Trabalho e da Reprodução.

Vamos à Lei de Conservação:

– “Todos têm que concorrer para o cumprimento dos desígnios da Providência. Por isso foi que Deus lhes deu a necessidade de viver.”

– “Não seria possível que Deus criasse para o homem a necessidade de viver sem lhe dar os meios de consegui-lo.”

– “Em verdade vos digo, imprevidente não é a Natureza, é o homem, que não sabe regrar o seu viver.”

– “Por bens da Terra se deve, pois, entender tudo de que o homem pode gozar neste mundo.”

– “Buscai e achareis: essas palavras não querem dizer que, para achar o que deseje, basta que o homem olhe para a terra, mas que lhe é preciso procurá-lo, não com indolência, e sim com ardor e perseverança.”

– “O homem que procura nos excessos de todo gênero o requinte do gozo coloca-se abaixo do animal, pois que este sabe deter-se, quando satisfeita a sua necessidade.”

– “As doenças, as enfermidades e a própria morte, que resultam do abuso, são, ao mesmo tempo, o castigo à transgressão da lei de Deus.”

– “A civilização desenvolve o senso moral e, ao mesmo tempo, o sentimento de caridade, que leva os homens a se prestarem mútuo apoio.”

– “Contra os perigos e os sofrimentos é que o instinto de conservação foi dado a todos os seres.”

No próximo artigo vamos conhecer um pouco mais sobre a “Lei de Destruição”.

Por Moacir Wilson De Sá Ferreira

Veja o artigo anterior – Lei de Reprodução

Veja o próximo artigo – Lei da Destruição

Lei do Trabalho

“O trabalho é, ao lado da oração, o mais eficiente antídoto contra o mal, porquanto conquista valores incalculáveis com que o espírito corrige as imperfeições e disciplina a vontade.”

Joanna de Ângelis

Seguimos com a nossa série de artigos sobre a Lei Divina ou natural.

Neste artigo vamos refletir sobre o que nos dizem os benfeitores espirituais sobre o trabalho em o Livro dos Espíritos:

– “O trabalho é lei da Natureza, por isso mesmo que constitui uma necessidade.”

– “Sem o trabalho, o homem permaneceria sempre na infância, quanto à inteligência.”

– “Tudo na Natureza trabalha.”

– “A natureza do trabalho está em relação com a natureza das necessidades. Quanto menos materiais são estas, menos material é o trabalho.”

– “Toda ocupação útil é trabalho.”

– “É expiação e, ao mesmo tempo, meio de aperfeiçoamento da sua inteligência.”

– “Deus quer que cada um seja útil, de acordo com as suas faculdades.”

– “O repouso serve para a reparação das forças do corpo e também é necessário para dar um pouco mais de liberdade à inteligência, a fim de que se eleve acima da matéria.”

– “A desordem e a imprevidência são duas chagas que só uma educação bem entendida pode curar. Esse o ponto de partida, o elemento real do bem-estar, o penhor da segurança de todos.”

No próximo artigo vamos conhecer um pouco mais sobre a “Lei de Reprodução”.

Por Moacir Wilson De Sá Ferreira

Veja o artigo anterior – Lei de Adoração

Veja o próximo artigo – Lei de Reprodução