
Mensagem Maurícia 2005
De autoria do Cz
7.052, Cel Art R1 José Brasilei Serrat de Carvalho, Presidente do Núcleo de
Juiz de Fora da Cruzada dos Militares Espíritas .
Estimados
Irmãos Cruzados,
Ao
unirmos nossos pensamentos para refletirmos sobre a história do Capitão Maurício,
Patrono e Institor espiritual da Cruzada dos Militares Espíritas, assim como de
seus subordinados, iluminados discípulos de nosso Mestre Jesus, que
sacrificaram suas vidas como mártires, marcando indelevelmente seus atos na
história da Cristandade, emerge, com este exemplo dramático, uma mensagem de fé,
de coragem, de perseverança e de abnegação aos nossos espíritos.
No
outono de 286, Maximiniano , Imperador Romano, reuniu um exército a fim de
debelar uma revolta dos povos germânicos que habitavam a região da Gália, em
território da atual Suíça.
Um
desses corpos de tropa, a Coorte Auxiliar Tebana, da Tebaida, no alto Egito, com
efetivo aproximado de 660 homens, cujo comandante era Maurício, distinguia-se
por sua disciplina, espírito de corpo e coragem.
Como
era de costume, naqueles tempos, Maximiniano, Comandante Geral das Tropas
Romanas, determinou que fossem realizados os solenes sacrifícios propiciatórios
aos “deuses romanos”, quando eram renovados os juramentos de fidelidade por
todos, antes do início dos combates. Por serem cristãos, Maurício e seus
homens recusaram-se a participar destes atos pagãos, a abdicar de seus princípios
e a trair suas consciências iluminadas pelo Evangelho de Jesus.
Maximiniano,
contrariado pelo ato que considerou de indisciplina e insubordinação,
determinou uma primeira dizimação (em cada grupo de 10, um soldado seria
morto).
A
ação cruel não surtiu efeito intimidador, sendo determinada uma segunda
dizimação, que também fracassou. Enfurecido, o César Maximiniano, ante a estóica
resistência e demonstração de extrema coragem daquela tropa, como já
acontecera com os primeiros mártires do Cristianismo nascente, determina o
sacrifício dos sobreviventes. Todos foram decapitados, inclusive o seu
comandante, o Capitão Maurício.
Escrevia-se
com sangue, nos campos da planície de Agauno, uma das páginas mais
impressionantes do martirológio cristão, que a tradição registrou como tendo
ocorrido a 22 de setembro de 286.
Jesus
afirmou que seriam bem aventurados aqueles que sofressem perseguições por
causa de sua mensagem (Mateus, 5:11 e 12 ).
A
Maurício e seus comandados, foi dada a oportunidade de provar a sinceridade da
fé que os envolvia e os impulsionava, deixando-nos o exemplo de coragem,
fidelidade e desassombro por ingredientes necessários ao triunfo sobre as
vicissitudes da época, tanto quanto sobre si mesmos.
“Hoje,
na vossa sociedade, não é preciso, para serdes cristãos, nem o holocausto do
mártir, nem o sacrifício da vida, mas única e simplesmente o sacrifício do
vosso egoísmo, do vosso orgulho e da vossa vaidade”. (O Evangelho Segundo o
Espiritismo, capítulo 11, item 13).
Cruzados
de Maurício! Companheiros de ideal!
O
ensinamento espírita é a palavra do Cristo que nos alcança sem alarde, é a
construção do Evangelho, levantando criaturas sem rebaixar ninguém.
“Somos
impelidos (...) a dar continuidade à obra iniciada: o trabalho de
esclarecimento do ser humano, necessário a sua felicidade espiritual”.
(Mensagem mediúnica do Coronel Ruy Kremer).
Somos
todos chamados à edificação do progresso com o dever de melhorar-nos,
colaborando na sua melhoria dos que nos cercam. Toda vez que dividimos a
felicidade com os outros, multiplicaremos a felicidade verdadeira dentro de nós!
Procuremos
servir, cônscios de que cada um de nós é agente com que conta a
espiritualidade, no trabalho da redenção humana, que não nasce da violência,
e sim da bondade e do amor.
“Reconhece-se
o espírita, sobretudo pelo seu comportamento. (...) Conhecer e exemplificar”.
(Mensagem mediúnica do Coronel Ruy Kremer).
Se
já conhecemos, como espíritas que somos, o caminho a seguir, é preciso que
ajudemos aos que se transviam, socorramos os que se perturbam e auxiliemos os
que caem e se debatem nas trevas da ignorância. Não percamos tempo! Vivamos a
caridade como simples dever, perdoando e amando sempre.
E
Jesus, o Excelso Benfeitor, acima de tudo, espera de nossa vida o coração, o
caráter, a conduta, a atitude, o exemplo e o serviço pessoal incessante, únicos
recursos com que poderemos garantir a eficiência de nossa cooperação, como
Obreiros do Senhor.
Nesta
homenagem que prestamos ao nosso patrono e seus valorosos legionários,
rememorando a épica passagem de seu sacrifício, louvemos a sinceridade e a
coragem da fé que exemplificaram, rogando ao Pai Criador suas bênçãos mais
preciosas, e que estes sentimentos fortaleçam e inspirem o nosso progresso
moral e nossa união de propósitos, como Cruzados.
Que
Maurício nos proteja e nos conduza!
Que
Jesus nos abençoe!