
Mensagem Maurícia 2003
De autoria do Cz 6.965, Tenente Coronel Germano Américo dos Santos, Presidente do Núcleo da Vila Militar-Deodoro, no Rio de Janeiro.
Estimados
Irmãos Cruzados
Que
o senhor Jesus possa nos unir nesta tão significativa hora, formando um elo de
Paz e de fraternidade, em uma imensa cadeia por todo o Brasil, elevando-nos,
para que irmãos como O’Reilly, Kremer, Duque Estrada, Johnson, Flammarion e
Paulino Barcelos, entre outros, estejam conosco na mesma vibração e harmonia,
constituindo a vitoriosa Legião Espiritual do Capitão Maurício.
Assim
reunidos, meditemos um pouco sobre o nosso patrono e mártir da fé cristã.
Maurício se recusou a prestar culto ao paganismo, quando era comandante da
Coorte Auxiliar Tebana, e por isso foi dizimado juntamente com sua tropa. Jesus
o havia sensibilizado a ponto de se sentir, a partir daquele instante da
sensibilização, um soldado de Deus e não apenas um subordinado do Imperador
Maximiniano. Toda a sua inteligência, coragem, determinação e fé colocou à
disposição do amor ao nosso criador. Não sabia aquele soberano romano que a
morte física de Maurício o imortalizaria para sempre em nossos corações.
Desde
então, o Capitão Maurício torna-se um exemplo de cristão. O seu proceder fez
aumentar a nossa fé e coragem diante dos embates da vida e das dificuldades que
encontramos em cumprir os dois mandamentos ditados por Cristo: Amar a Deus de
todo o coração, alma e espírito e, amar o próximo como a nós mesmos. Ao
pensarmos que, como Jesus, o nosso patrono superou as angústias do martírio
para ser fiel a Deus, acreditamos que também podemos manter a nossa fidelidade
ao Senhor porque, no futuro, nos está reservada a verdadeira felicidade.
Entretanto,
em que pese o sacrifício do grande legionário tebano ter deixado um legado de
proficiência para o serviço no amor, cabe-nos também meditar sobre
como aconteceu ao Capitão Maurício, um guerreiro intrépido, deixar-se
tocar pelo mais perfeito TIPO que Deus ofereceu ao homem para lhe servir de guia
e modelo: O nosso senhor Jesus.
Por
certo, Maurício usava, com ponderação, os dois principais talentos que o Todo
Poderoso concede a qualquer ser humano: o sentimento e a inteligência.
Numerosos foram seus momentos em reflexões e meditações, buscando o
denominador comum entre a razão e o coração, para que suas decisões
estivessem o mais próximo possível da justiça, afastadas do egoísmo, da
vaidade e do orgulho. A Maurício não foi preciso tirar-lhe a visão como no
episódio em Damasco, porque seus olhos espirituais viam além da matéria.
Podemos
imaginar a figura de Maurício, transcendendo a materialidade e pondo-se diante
de Jesus, que o abraça fraternalmente, e ambos permanecem num considerável
tempo em sublime entendimento. Ao retornar, ao seu corpo físico, tem uma vaga
lembrança dos elevados momentos que passara, porém ficaram gravados em sua
alma os princípios de benevolência, indulgência, tolerância e justiça que o
ajudaram a compreender que a vida tem muito mais valor quando se procura atender
as necessidades do próximo e quando se utiliza a autoridade em favor dos menos
favorecidos. Foi por essa razão que toda tropa de Maurício manteve-se unida a
ele no momento do padecimento.
Entendemos
assim, que pela busca da espiritualidade, por intermédio do estudo, da reflexão,
da meditação e da prática da bondade, estamos nos liberando da cegueira
espiritual e dirigindo nossos sentidos no caminho da felicidade eterna, ainda
que tenhamos que passar por duros percalços na Terra.
É
necessário ainda, que consideremos a dureza de nossos corações diante do
Evangelho de Jesus. O que Maurício compreendeu e vivenciou há mais de
dezessete séculos, nós, os trabalhadores da última hora, ainda continuamos
por este mundo provacional e expiatório nos elevando de forma gradual, porém
lenta, devido à falta de uma firme decisão na direção dos propósitos morais
e espirituais em detrimento dos interesses meramente pessoais e materiais.
Maurício
continua vivo em nossas mentes e corações. Saudá-lo, homenageá-lo,
dignificar seu nome, não é o bastante para o nosso aprimoramento dentro do que
preconiza a Doutrina Espírita. Precisamos segui-lo com determinação,
aprendendo a usar corretamente o nosso livre-arbítrio.
Meus
irmãos e irmãs! Ao concluir essa singela mensagem, vamos unir nossos
pensamentos em prece.
Fechemos
nossos olhos, por favor! E mentalizemos a figura do nosso Senhor Jesus. Na
oportunidade em que os Cruzados estão unidos em todo o Brasil, vamos pedir pelo
nosso País! Para que ele cumpra seu papel de Pátria do Evangelho! Porque assim
o fazendo, estará tornando o mundo um lugar melhor para se viver.
Continuemos
com nossos olhos fechados e peçamos por todas as famílias! Para que se
mantenham unidas! E dêem à Nação, muitos Homens de Bem! Peçamos pelo
Espiritismo e por todas as religiões que pregam o amor de Deus! Por fim, peçamos
por nós próprios! Para que tenhamos forças, no intuito de vencermos nossas
imperfeições e nos tornarmos, cada vez mais, eficientes servos na vinha do
Senhor.
Assim, queridos irmãos, não esperemos mais! Façamos as nossas partes!
Com todo o amor, amparados por
Jesus, sigamos o exemplo do patrono da Cruzada dos Militares Espíritas, o Capitão
Maurício, que, vencendo o orgulho, a vaidade e o egoísmo,
tornou-se modelo de vivência cristã, iluminando os caminhos daqueles
que ainda estão por este planeta.
Salve
o Capitão Maurício!
Salve
o Senhor Jesus!
Louvado
seja Deus e;
Que
ele abençoe a todos.
Muita
Paz e Alegria.