
Continuidade do Trabalho Espírita
Ruy Kremer
Cz 892
Mensagem recebida em reunião mediúnica na Federação Espírita Brasileira, dia 18 de novembro de 2004, antecedendo o Encontro Anual do Conselho Federativo Nacional ocorrido de 19 a 21 de novembro, em Brasília, DF.
Saudamos os estimados amigos reunidos neste grupo mediúnico!
Saudamos os caros confrades dirigentes do Movimento Espírita Brasileiro, que tomam assento na reunião anual do Conselho Federativo Nacional!
Saudoso, lançamos um olhar amigo aos representantes do trabalho federativo que, ano após ano, são desafiados a revelar a supremacia da Doutrina Espírita, a voz consoladora que veio ao mundo para nos esclarecer e recordar ensinamentos esquecidos nas dobras do tempo. Abraçamos fraternalmente os amigos e irmãos da FEB, aos quais presto o meu pleito de amizade e de respeito.
Ao retornar ao abrigo de lsmael, a nossa FEB - sempre bela e hospitaleira - agora na posição de desencarnado perplexo ante a realidade pulsante que a vida nos planos do espírito descortina, compreendemos que a grande bênção, recebida na reencarnação passada, foi a de ter sido espírita.
Refletindo na simplicidade das tarefas que abraçamos quando na condição de integrante de uma entidade especializada do Movimento Espírita, entendemos que é preciso dar continuidade ao trabalho espírita, não lamentando oportunidades perdidas ou ações não realizadas, até porque a vida aqui não nos proporciona tempo para ficar recordando o que fizemos ou deixamos de fazer. Somos impelidos, na verdade, a dar continuidade à obra iniciada: o trabalho de esclarecimento do ser humano, necessário à sua felicidade espiritual. Trata-se de um trabalho que não nos concede tréguas, visto que reencarnação e desencarnação são consideradas meras instâncias de aprendizado e reajuste perante a lei de Deus.
Em benefício da nossa paz espiritual, é importante não nos manter fixados no passado, uma vez que não mais podemos modificar o que passou. Agindo com acerto no presente, podemos projetar um futuro melhor. Vendo-se como pequeno servidor, um simples soldado, aprendemos a nos beneficiar dos esclarecimentos vindos do Alto, neste árduo empenho de nos tomarmos criaturas melhores.
Por outro lado, somando-se ao trabalho de melhoria individual, esforços devam ser direcionados à Casa Espírita, aparelhando-a para que possa oferecer adequadas condições de melhoria ao ser humano. Dessa forma, a preparação de equipe representa, na atualidade, umas das necessidades mais urgentes em ambos os planos da vida. Somos capacitados aqui no sentido de conhecer melhor o Espiritismo, sabendo como multiplicar suas orientações a todos os que queiram recebê-las. Observamos também que nem sempre o espírita é considerado espírita pelo fato de conhecer os postulados da Doutrina. Reconhece-se o espírita, sobretudo, pela sua atitude, pelo seu comportamento. Em suma, a tônica dos nossos treinamentos aqui está resumida em duas palavras: conhecer e exemplificar.
Nós, espíritos espíritas, somos defrontados no além-túmulo por uma realidade significativamente diferente no que diz respeito às atividades desenvolvidas no Centro Espírita. Nem sempre é possível fazer o que gostaríamos, se, efetivamente, não nos revelarmos aptos, dispostos a realizar a tarefa em regime de dedicação. Sendo assim, é importante que o trabalhador do Centro Espírita aprenda, desde agora, a se comprometer com a tarefa que abraça, não medindo esforços para atender os necessitados que estão sendo encaminhados à instituição espírita.
Os movimentos de transformação existentes na nossa humanidade nos indicam que um divisor de águas foi definido, e que o Senhor está marcando a fronte dos servidores fiéis, separando-os dos que apenas aparentam servi-Lo.
Os movimentos renovadores, sob a égide do Cristo, trazem em seu bojo esta característica fundamental: definição de quem é o obreiro do Senhor,
Cientes dos nossos deveres, e conscientes das nossas limitações, pedimos ao Senhor que continue nos ajudando, sobretudo nessa época de grande transição, concedendo-nos forças para que possamos servi-lo com amor e dedicação.
Ruy Kremer
O autor é Cel Prof Ref e Ex-Presidente da CME.