Vice-Almirante Carlos Olympio Borges de Faria
Carlos Olympio Borges de Faria nasceu na cidade do Rio de Janeiro,
aos
11de junho de 1877, ingressando na Escola Naval aos 14 anos,
havendo
sido declarado guarda-marinha, após a realização de um curso brilhante.
Por mais de 45 anos serviu à Marinha, com extrema dedicação. Após os estudos de formação, freqüentou vários cursos ao longo de sua vida militar, destacando-se os realizados nos Estados Unidos, França e Inglaterra.
Passando para a reserva como contra-almirante, foi promovido a
vice-almirante por haver participado de operações no curso da Primeira Guerra
Mundial.
O Almirante, como
era carinhosamente chamado na Cruzada, tornou-se espírita quando servia em Belém
do Pará, ocasião em que um de seus irmãos, que desencarnara, transmitiu
expressiva mensagem por intermédio de uma índia analfabeta, que era sua
empregada doméstica. O teor da mensagem não dava lugar a qualquer dúvida
sobre a identidade do comunicante. Foi o seu caminho de Damasco.
Entregou-se, a partir daí, ao estudo dos livros de Kardec e de outros corifeus da fase heróica do Espiritismo.
Como desencarne,
em 1947, do Gen Frutuoso Mendes, Borges de Faria assumiu a presidênciada
CME, para a qual foi reconduzido em
reeleições sucessivas, até o ano de 1953, quando teve que afastar-se por
motivo de saúde. Esta ascendência, definida pelas referidas reeleições, é a
contrapartida e o testemunho de sua inexcedível dedicação à Cruzada.
Na sua gestão
foram fundados vários Núcleos, os quais os então Escola Militar de Resende, o
do Colégio Militar do Rio de Janeiro, e os de Bagé, Juiz de Fora, São Paulo,
Natal, etc.
Inaugurou ele a
publicação de nosso boletim O Cruzado, cujo primeiro número é de 22 de
setembro de 1948.
Não se limitaram
à Cruzada as suas atividades como seareiro espírita. Fez parte da diretoria do
Grupo Espírita Francisco de Paula; presidiu, por vários anos, a Tenda dos
Humildes Isabel, a Redentora, e presidiu o Grupo Espírita Irmão Pedro,
instituições sediadas no Rio de Janeiro.
Importante lembrar que fundou o Grupo Espírita André dos Anjos, dirigindo suas sessões práticas, de estudos e de efeitos físicos por mais de 11 anos, até 1961, quando suas condições de saúde o impediram a prosseguir trabalhando. Nesse Grupo familiar organizou um Serviço de Assistência Social, denominado o Grupo das Formiguinhas.
Borges de Faria desencarnou – numa coincidência que comove - no dia em que a CME comemorava seu Patrono, a 22 de setembro de 1963, com a inauguração da placa que dava nome de Legionário Maurício à rua em que estava situado o Núcleo da Vila Militar – Deodoro.